segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Ser ou Nao Ser?


Nao ha como nao SER

Faz calor

É  minha alma anda solta a aprender outras  línguas

As palabras se esvaziam de sentidos

Mas os gestos nao

Sinalizam

Entao o exercicio que faco é de compor sentidos lendo olhos e corpos

Assim eu também

Faco um exercico diario

Ultrapasssar as palavras para me comunicar

E nesse ritual, encontro-me

Permito que minha alma aprisionada

Se liberte e fale

É essa a que conversa

A que conta histórias

A que encanta

Sinto que reconheco essa alma de outros tempos

E descubro

Estarrecida

Que como numa história, um feitico terrível caíra sobre ela

Sim

Essa alma, a que se liberta

Esteve aprisionada a todas as suas dores

A todos os dissabores

Porque  aprendera a SER como se quiseram que Fosse

E assim esvaziava seus días a viver a sequencia das horas

O desencantamento comecou

E enquanto se desencanta, mais forte e bela fica

Foi preciso que essa alma retornasse

Lendo o outro para comecara a ler a si

E ver que nao é tao terrivel

Ser tao doce

E amar tanto

E ser tao sensivel…

Esta alma agora anda assustada com tantas revelacoes

Mas se faz forte porque

Encontrara seu destino

O destino de buscar, encontrar para partir e buscar de novo…

O destino de SER

Faz Calor…

Nao há como nao SER